segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Se eu pudesse transformar minhas lágrimas em palavras, não sei o que se tornariam. E se eu pudesse transformá-las em sorrisos, eu nunca mais choraria.
Daí pra frente, eu somente sorriria, não importando o que acontecesse; e quando eu ficasse triste, sorriria o dia inteiro.
Conseguiria me sair muito bem disfarçando um lado triste, mas a tristeza não sairia de mim. Porque a tristeza traz lágrimas; e as lágrimas caem pra aliviar a tristeza.
Eu não iria mais querer sorrir, mas continuaria sorrindo...
Sem querer.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Eu sei, você já parou de contar as estrelas do céu
E eu não posso mais te ajudar a dizer onde estão
Seu olhar pesado me prende ao solo
E eu sei, eu não posso mais flutuar entre estrelas do céu que você apagou

Falta um pouco de luz nos seus olhos
e me dá saudade o seu rosto brilhando ao sol
Falta um pouco de amor no seu corpo
e eu não posso te dar pois em mim faltará também

Talvez, se a gente encontrasse um lugar pra recarregar nosso amor
então, quem sabe eu pudesse enxergar vida no que nos restou
e essa estrela morta brilharia um sol
Meu bem, o pouco que eu posso te dar
É tudo o que eu já te dei e que não te bastou

Eu sei que você vê tudo o que eu faço
Eu sei que você lê tudo o que escrevo
Escrevo pra você

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Tem dias, que só o que se quer é um abraço;
não daqueles xoxos, breves de um "oi"
mas do tipo que faz soltar o suspiro
que estava preso no peito...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Sampa!!

O fim de semana em São Paulo foi maravilhoso. A única coisa ruim foi que durou só um fim de semana, e eu acho que precisava de, no mínimo, uma semana pra poder ir a todos os lugares que queria. Mas o fim de semana foi BEM aproveitado.
Pude conhecer o MASP, o HSBC Belas Artes, o bairro da liberdade, a Pinacoteca, o restaurante mexicano mais divertido (el cabong) etc. Mas o que eu mais gostei foi do Museu da Língua Portuguesa. É o museu mais interativo que eu já visitei em toda a minha vida. O beco das palavras é super legal e as sessões de documentários também são ótimas.
São Paulo é uma cidade muito boa, com muitas opções e etc, mas deve ser uma cidade bem ruim pra morar. As pessoas lá são mais estressadas, andam sempre apressadas, o trânsito é uma loucura...
Morar no interior tem grandes vantagens. Uberlândia é uma cidade relativamente grande, com algumas boas opções e a gente pode ter um padrão de vida melhor. Não tem aquele trânsito terrível e as pessoas são mais tranquilas e, provavelmente, mais felizes.
Ser turista em São Paulo é muito bom!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

It's getting hard to be someone

Eu não sou uma pessoa só.
Ao mesmo tempo em que fico com um aperto no coração, me dá, do nada, uma euforia, uma vontade imensa de viver.
Enquanto eu gostaria que todos os meus problemas fossem resolvidos, eu mesma acabo criando a maioria dos problemas que tenho.
Como é que eu posso ser uma pessoa tão contraditória? Como eu posso me achar tão bem resolvida se, ao parar pra pensar, vejo que não sei nem do que não gosto?
É falta de pensar comigo mesma, de ficar comigo mesma, de pensar em mim mesma. É o caso de parar de buscar nos outros o que eu quero ser, e passar a buscar de dentro de mim.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Liberdade

Existe coisa melhor do que acordar e não olhar automaticamente pro relógio, simplesmente porque você não precisa se preocupar com o horário? Existe coisa melhor do que fazer um lanche elaborado de madrugada com alguém bem legal e ficar horas e horas converando sobre alguma-coisa-qualquer? Existe alguma coisa melhor do que tomar sorvete na cama? Ouvir sua música preferida no volume que quiser?
Não.
São coisas simples, mas que dão uma imensa, inexplicável e deliciosa sensação de liberdade. As pessoas não conseguem mais ser livres. Eu mesma, estou sempre tão presa a horários, planos, metas, que há muito não me dava o direito de fazer essas "coisinhas gostosinhas" que me lembram o quão livre eu posso ser.
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"Perceber aquilo que se tem de bom no viver é um dom
Daqui não
Eu vivo a vida na ilusão
Entre o chão e os ares
Vou sonhando em outros ares, vou
Fingindo ser o que eu já sou
Fingindo ser o que já sou
Mesmo sem me libertar eu vou
É Deus, parece que vai ser nós dois até o final
Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro
De que vale ser aqui
De que vale ser aqui
Onde a vida é de sonhar?
Liberdade"
(Liberdade)

sexta-feira, 13 de março de 2009

auto-ajuda

Já ouvi dizer que uma pessoa, quando está na iminência de morrer, tem uma série de visões; praticamente a vida inteira passa diante de seus olhos, e os momentos vão passando bem rapidamente, como se alguém tivesse pego o controle e apertado a tecla "FF".
Esses dias me peguei pensando "quais momentos se passariam diante de meus olhos"? É uma coisa estranha pra se pensar, mas até interessante, principalmente porque eu comecei a fazer algo parecido com uma retrospectiva da minha própria vida, e desenterrei alguns momentos que eu sequer lembrava que eu lembrava. Recordei momentos de quando eu tinha 10 anos e queria ser a Sandy; de quando eu tinha 12 e só ouvia música norte-americana; de quando eu tinha 15 e tive a minha amiga mais inseparável; de quando eu tinha 17 e não fazia a menor idéia do que eu gostava e do que eu queria.
A melhor parte dessa retrospectiva foi chegar ao presente e perceber que eu estou num dos melhores (talvez o melhor) momentos da minha vida. Tenho pessoas comigo que não trocaria por nada, escolhi o curso certo e na faculdade certa e, o melhor de tudo, estou em sintonia comigo mesma (muita gente não está!).
Eu sei que ficou parecendo auto-ajuda, mas acho que falar nos próprios sentimentos não é tão piegas assim!