segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Como seria bom se, andando aleatoriamente, surgisse a melodia perfeita..



domingo, 2 de setembro de 2012

Eu estou voltando para o que deixei. Meus discos empoeirados; meu violão desafinado; meus cadernos abandonados.
Os anos foram se passando e meus interesses foram se desprendendo de mim. Tornei-me uma pessoa fria, disciplinada, estudiosa, até admirável.
Mas fui ficando oca, vazia por dentro, e acabei me esquecendo de mim. Quero me resgatar, será que vou conseguir?
Quero ser mais humana. Sentir mais. Viver mais. Tudo de bom que eu conquistei, eu agradeço e procurarei manter. Toda a disciplina, o foco, a facilidade em resolver certos tipos de problemas.
Mas quero resgatar meu eu, quem eu sempre fui e continuo querendo ser quando eu crescer.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Mais açúcar, por favor
A vida anda amarga, irmão
Mais carinho, por favor
A indiferença tomou conta de nós

Cadê o amor, tão falado...
Nunca sentido?

Ai, me falta um sentimento
Me bate um desespero
E eu procuro por você...
Cadê?

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Então... O que mais existe na vida, além da vida? Será que é "só" isso? Estudar, trabalhar, dormir, assistir algo na tv... Parece tão... Sem propósito.
Esses dias disse a um amigo meu que parece que quem pensa menos aproveita mais. Acho que é porque quando eu começo a pensar nessas coisas que, aparentemente, não têm resposta, me dá um je ne sais quoi... Sabe? Já quando eu não penso nisso, eu simplesmente vivo. Faço as coisas que tenho que fazer, programo meu tempo, penso no que devo fazer amanha, bla-bla-bla.
Às vezes, na verdade, não existe propósito nenhum, aliás, melhor dizendo, às vezes é esse o propósito de viver... Simplesmente viver da melhor maneira possível, aprender o máximo possível, sentir o máximo que puder sentir e fazer o que lhe dê prazer. Enfim...!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Saudades

Nestes últimos dias tenho sentido uma enorme falta do meu avô, uma saudade absurda! Tenho pensado nele com uma frequência enorme. Sabe, quando penso em meu avô, logo me vem à mente a idéia de que ele foi embora cedo demais. Ocorre que, quando meu querido avô faleceu, eu tinha entre 11 e 12 anos apenas; com essa idade, nós ainda não conhecemos realmente as pessoas, logo, meu avô foi embora cedo demais, justamente por eu sequer ter tido tempo o suficiente para conhecê-lo...
Como terrível consequência disto tudo, eu acabo sentindo falta de tudo que não vivemos, de momentos que nós não tivemos. Tenho certeza que ele estaria extremamente orgulhoso de mim agora. Tenho certeza, ainda, que eu seria a neta mais orgulhosa possível.
Quando minha mãe me conta algumas coisas sobre meu avô, eu percebo que ele tinha exatamente as características que eu mais admiro nas pessoas; ela me conta de todas as coisas que ele viveu, de como ele gostava de estudar filosofia (e como isso acabou encrencando ele na época da ditadura militar), de como ele gostava de ler sobre praticamente tudo; da falta de ritmo, que fazia com que ele dançasse exatamente do mesmo jeito, não importando a música que estivesse tocando. Parece que eu não pude viver tempo o suficiente com quem seria, hoje, meu herói! É, isso me faz muita falta.
A última lembrança que tenho dele é de aproximadamente 12 anos atrás, tarde da noite, nós dois bebendo capuccino na sala do apartamento em Brasília, simplesmente conversando... Não me lembro sobre o que estávamos falando, mas lembro que foi uma conversa tão agradável, que quando terminou, pensei: "quero ter momentos como este mais vezes".
Ainda espero ter momentos como este mais vezes, Vovô!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Se eu pudesse transformar minhas lágrimas em palavras, não sei o que se tornariam. E se eu pudesse transformá-las em sorrisos, eu nunca mais choraria.
Daí pra frente, eu somente sorriria, não importando o que acontecesse; e quando eu ficasse triste, sorriria o dia inteiro.
Conseguiria me sair muito bem disfarçando um lado triste, mas a tristeza não sairia de mim. Porque a tristeza traz lágrimas; e as lágrimas caem pra aliviar a tristeza.
Eu não iria mais querer sorrir, mas continuaria sorrindo...
Sem querer.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Eu sei, você já parou de contar as estrelas do céu
E eu não posso mais te ajudar a dizer onde estão
Seu olhar pesado me prende ao solo
E eu sei, eu não posso mais flutuar entre estrelas do céu que você apagou

Falta um pouco de luz nos seus olhos
e me dá saudade o seu rosto brilhando ao sol
Falta um pouco de amor no seu corpo
e eu não posso te dar pois em mim faltará também

Talvez, se a gente encontrasse um lugar pra recarregar nosso amor
então, quem sabe eu pudesse enxergar vida no que nos restou
e essa estrela morta brilharia um sol
Meu bem, o pouco que eu posso te dar
É tudo o que eu já te dei e que não te bastou

Eu sei que você vê tudo o que eu faço
Eu sei que você lê tudo o que escrevo
Escrevo pra você